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16 novembro 2010

Rap do Moto-Boy...Na Real

                                                           teste para moto-boy

- Moto-Boy...
Um cara sem noção...
(do perigo), não esquenta não...
Talvez por um dia gostar...
Ou por falta de opção...
Trabalha como um cachorro... (louco...)
Pra enriquecer o patrão.

- Na sua Motocicleta
Nunca faz manutenção...
A única coisa que troca,
É corrente, coroa e pinhão...
Camara e pneu...
Só quando estoura e vai pro chão...

- Quando pega o comando...
Documento tem que tá..
Tudo em dia e na mão,
Se não é algemado,
E conduzido à detenção...
É como sempre foi tratado,
Pobre, miserável e ladrão.
Vida Loka, meu Irmão.

- A sua vida pouco importa.
Desde que a entrega esteja na porta
Nunca para nos sinais,
Por isso prefere as Marginais
Pinheiros e Tietê
Sempre um, dois ou treis...
Todo dia caido se vê.
Se não morrem antes,
Podem virar cadeirantes.

- Quando entra no corredor,
Pensa que está no elevador,
Andando à todo vapor,
Só se preocupa com retrovisor...
Pela sua vida não tem amor...
Mas se levar uma fechada...
Seu corpo vai sentir dor..

- É a minha sina, lamento
Já virou um tormento...
No começo, só alegria,
Depois vira monotonia..,
Sem registro na carteira...
Sem chance de aposentadoria...

Agora mesmo estou...
Aqui na Vila Maria...
Debaixo de uma puta Chuva...
E de uma Ventania,
E de Barriga Vazia...
Só Deus prá me Ajudar,
Ou pego Pneumonia...

- Mais um dia rico vou ficar
E uma Chopper comprar
Ela vou customizar..
Para uma gangue vou entrar
E pela 03 Americas viajar...
(É bom sonhar)...
E quando tudo terminar,
Lá no Curucá...
Meus amigos vou encontrar...

- A minha velha CG..
Vou dar de presente para voce...

- É logico...
Ninguem vai querer...

- (No can’t lived whit fear...)

                                           by Chynna “Rapper” Express

16 maio 2008

Poema para uma lápide

Estava eu dormindo,
Nu, imerso em liquido amniótico.
Acordei de meu sono profundo.
Vim para este mundo.
Confuso, caótico, rápido e incompreensível.
Quando pensei passar a compreende-lo.
Já era a hora de dormir de novo.

Eternamente.


(Adaptação quase original de um poema que vi em uma estação do Metro-SP)

29 abril 2008

Poesia para São Paulo

São Paulo.
Minha terra querida.
A ti dediquei minha vida.
Para alguns você é turbulenta,
Para mim, você é lenta.
Em cada rua um boteco.
Quando chove em ti (pinga)...
Quando faz sol tambem (pinga)...
Voce nem sequer imaginas,
Como tens lindas meninas.
Em cada canto,
Sempre há um recanto.
A Ipiranga com a São João,
Mexe com o meu coração
Ao invez de dizer:-Mãos ao alto!!!
Enquadrando alguem num assalto,
Prefiro com minha Moto,
Arrancar grana de seu asfalto...
Aqui ninguem nunca para.
Aqui até Mendigo luta.
Em cada esquina sua.
Sempre haverá uma Puta.

by Chynna, o Motoqueiro.